terça-feira, 20 de novembro de 2007

CONTO DE MOÇAMBIQUE - Amizade para toda a vida

UM jovem dos seus vinte e cinco anos de idade formado em Biologia, cresceu na cidade de Maputo, sempre frequentou os melhores locais da cidade. Teve que trabalhar fora da Província, o jovem não queria mas, tinha que formar família a idade já não perdoava, ele tinha que ir a província.

Os pais conversaram com ele e decidiu aceitar. Quando lá chegou foi posto a trabalhar com um velho de idade.

O velho trabalhava na reserva da Gorongosa. Era um velho com poucos dentes, com a cara cheia de rugas e andava com uma espingarda. Aquele velho sim, conhecia a zona, o local onde os animais davam filhotes. O velho era respeitado e o jovem seria o segundo a trabalhar com ele.

Quando o jovem chegou não tinha respeito com as pessoas da zona, não considerava ninguém. Trabalhava com o velho não conhecia nada, porque queria mandar.

Quando mandava o relatório não batia com os factos da zona. Os animais começaram a aproximar-se mais da população. O jovem biólogo foi chamado para justificar a que se dava o facto e ele não tinha argumento suficiente para explicar.

Quando ele regressava furou o pneu, como ninguém queria o ajudar, acabou substitui-lo sozinho. Voltou para a sua casa e descansou tanto, até encontrar as soluções, pensou e viu que deveria falar com o velho. No dia seguinte acordou foi a casa do velho, tomou pequena refeição com ele, era muito simples: um pão feito a lume com sumo de mapira.

O jovem perguntou o nome do velho. O velho respondeu ”Felisberto”. Felisberto o nosso trabalho não está a andar bem, precisamos de ser amigos.

O velho aceitou e começaram a andar mais juntos, o jovem já conhecia o local onde os animais nasciam e dava-se melhor com a população que vivia lá na zona.

O jovem, o velho e outros funcionários arranjaram uma ideia para afastarem do local mais distante da residência da população, os animais que tinham tendência de aproximar-se deles.

O “Felisberto” e o jovem pareciam avó e neto, ficaram famosos e o parque começou a receber mais visitantes. O jovem cumpriu um sonho, já era altura de voltar para Maputo. Saudades do velho sentiria pois, ele já estava apegado a ele.

O velho ofereceu-lhe um colar feito de marfim de dentes de Elefante. O jovem voltou teve um filho que deu o nome de Felisberto, até hoje o colar continua sendo usado, mas por sua vez pelo seu filho.

Maputo, Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2007:: Notícias

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