sexta-feira, 23 de novembro de 2007
terça-feira, 20 de novembro de 2007
CONTO DE MOÇAMBIQUE - Amizade para toda a vida
Os pais conversaram com ele e decidiu aceitar. Quando lá chegou foi posto a trabalhar com um velho de idade.
O velho trabalhava na reserva da Gorongosa. Era um velho com poucos dentes, com a cara cheia de rugas e andava com uma espingarda. Aquele velho sim, conhecia a zona, o local onde os animais davam filhotes. O velho era respeitado e o jovem seria o segundo a trabalhar com ele.
Quando o jovem chegou não tinha respeito com as pessoas da zona, não considerava ninguém. Trabalhava com o velho não conhecia nada, porque queria mandar.
Quando mandava o relatório não batia com os factos da zona. Os animais começaram a aproximar-se mais da população. O jovem biólogo foi chamado para justificar a que se dava o facto e ele não tinha argumento suficiente para explicar.
Quando ele regressava furou o pneu, como ninguém queria o ajudar, acabou substitui-lo sozinho. Voltou para a sua casa e descansou tanto, até encontrar as soluções, pensou e viu que deveria falar com o velho. No dia seguinte acordou foi a casa do velho, tomou pequena refeição com ele, era muito simples: um pão feito a lume com sumo de mapira.
O jovem perguntou o nome do velho. O velho respondeu ”Felisberto”. Felisberto o nosso trabalho não está a andar bem, precisamos de ser amigos.
O velho aceitou e começaram a andar mais juntos, o jovem já conhecia o local onde os animais nasciam e dava-se melhor com a população que vivia lá na zona.
O jovem, o velho e outros funcionários arranjaram uma ideia para afastarem do local mais distante da residência da população, os animais que tinham tendência de aproximar-se deles.
O “Felisberto” e o jovem pareciam avó e neto, ficaram famosos e o parque começou a receber mais visitantes. O jovem cumpriu um sonho, já era altura de voltar para Maputo. Saudades do velho sentiria pois, ele já estava apegado a ele.
O velho ofereceu-lhe um colar feito de marfim de dentes de Elefante. O jovem voltou teve um filho que deu o nome de Felisberto, até hoje o colar continua sendo usado, mas por sua vez pelo seu filho.Maputo, Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2007:: Notícias
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Contos Moçambicanos
A VIAGEM DO ADALFREDO, de Mapfuxa-tô-tala
O sol do meio-dia, além de se derreter no zinco que protege a mesinha de cabeceira, penetra também por um enorme vazio, deixado por um zinco que sempre faltou. Adalfredo Faz de Tudo, de seu nome completo, chegara a ter o dinheiro para comprar aquele zinco, mas porque quisera apressar a inauguração da casa, optara em comprar bebidas no candongueiro.
Agora a casa sofre de dores de coluna, e parece-se com ele quando encurvado com a bengala.
É por causa desse sol do meio-dia, que Adalfredo estende-se horas e horas na sombra da bananeira. O calor aperta o passo, a sombra abandona-lhe, mas Adalfredo não sente a careca a transpirar.
Como que há-de sentir? Os olhos roubaram a mente e foram ficar lá, no infinito.
Cansado de ficar distante, a sua vista mergulhou-o na escuridão.
E a mente começou a levá-lo para viajar na boleia dos tempos em que a sua careca ainda curtia na juventude. Lembra da Maria Das Dores, a única mulher que já adorou de verdade, aqueles rapoios de fazer inveja, aquelas tetas ainda verdes que saltavam a corda, bastava Das Dores andar depressa. Lembra do dia do lobolo que ficou com dívida de duas capulanas de chita. Lembra de tudo, desde o dia que viu Das Dores passar pela esquina do Muchina, onde ele vendia dobrada. Mas, Maria Das Dores perdeu-se no tempo. Perdeu-se na noite em que Macuácua, aquele stapor, com braçadeira castanha-amarela e nariz impinado, arrombou a sua porta e indicou-o aos milícias:
- Ele é desempregado!
...
Joaquim
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
100 Anos da Cidade da Beira - Moçambique
A variedade racial e cultural que caracteriza a Beira reside um dos maiores encantos da cidade, ao qual se junta ainda o movimento do turismo. A Beira, com as suas praias entre a Ponte Gea e o Macuti (fig. 5), representa um foco de atracção intensa.
A cerca de 130 km ficam o Parque Nacional da Gorongoza, rico em animais selvagens e numerosas reservas de caça.