terça-feira, 25 de dezembro de 2007

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Bob Dylan - Mozambique (1976 Hard Rain)

MOÇAMBIQUE - NAMPULA

BEIRA - MOÇAMBIQUE

BEIRA - CENTENÁRIA / MOÇAMBIQUE

Moçambique - Maputo

MOÇAMBIQUE/1964-1974 1ª PARTE

MOÇAMBIQUE/1964-1974 2ª PARTE

MOÇAMBIQUE/1964-1974 3ª PARTE

CONTO DE MOÇAMBIQUE - Amizade para toda a vida

UM jovem dos seus vinte e cinco anos de idade formado em Biologia, cresceu na cidade de Maputo, sempre frequentou os melhores locais da cidade. Teve que trabalhar fora da Província, o jovem não queria mas, tinha que formar família a idade já não perdoava, ele tinha que ir a província.

Os pais conversaram com ele e decidiu aceitar. Quando lá chegou foi posto a trabalhar com um velho de idade.

O velho trabalhava na reserva da Gorongosa. Era um velho com poucos dentes, com a cara cheia de rugas e andava com uma espingarda. Aquele velho sim, conhecia a zona, o local onde os animais davam filhotes. O velho era respeitado e o jovem seria o segundo a trabalhar com ele.

Quando o jovem chegou não tinha respeito com as pessoas da zona, não considerava ninguém. Trabalhava com o velho não conhecia nada, porque queria mandar.

Quando mandava o relatório não batia com os factos da zona. Os animais começaram a aproximar-se mais da população. O jovem biólogo foi chamado para justificar a que se dava o facto e ele não tinha argumento suficiente para explicar.

Quando ele regressava furou o pneu, como ninguém queria o ajudar, acabou substitui-lo sozinho. Voltou para a sua casa e descansou tanto, até encontrar as soluções, pensou e viu que deveria falar com o velho. No dia seguinte acordou foi a casa do velho, tomou pequena refeição com ele, era muito simples: um pão feito a lume com sumo de mapira.

O jovem perguntou o nome do velho. O velho respondeu ”Felisberto”. Felisberto o nosso trabalho não está a andar bem, precisamos de ser amigos.

O velho aceitou e começaram a andar mais juntos, o jovem já conhecia o local onde os animais nasciam e dava-se melhor com a população que vivia lá na zona.

O jovem, o velho e outros funcionários arranjaram uma ideia para afastarem do local mais distante da residência da população, os animais que tinham tendência de aproximar-se deles.

O “Felisberto” e o jovem pareciam avó e neto, ficaram famosos e o parque começou a receber mais visitantes. O jovem cumpriu um sonho, já era altura de voltar para Maputo. Saudades do velho sentiria pois, ele já estava apegado a ele.

O velho ofereceu-lhe um colar feito de marfim de dentes de Elefante. O jovem voltou teve um filho que deu o nome de Felisberto, até hoje o colar continua sendo usado, mas por sua vez pelo seu filho.

Maputo, Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2007:: Notícias

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Contos Moçambicanos

Saiu o numero 1 de "Oásis" - Jovens pela literatura, uma publicação regional propriedade da AEMO e financiada pela Cooperação Francesa.



A VIAGEM DO ADALFREDO, de Mapfuxa-tô-tala

Toda a vez que chega o Verão, como desta vez, o quarto do madala Adalfredo costuma não aguentar muito calor.
O sol do meio-dia, além de se derreter no zinco que protege a mesinha de cabeceira, penetra também por um enorme vazio, deixado por um zinco que sempre faltou. Adalfredo Faz de Tudo, de seu nome completo, chegara a ter o dinheiro para comprar aquele zinco, mas porque quisera apressar a inauguração da casa, optara em comprar bebidas no candongueiro.
Agora a casa sofre de dores de coluna, e parece-se com ele quando encurvado com a bengala.
É por causa desse sol do meio-dia, que Adalfredo estende-se horas e horas na sombra da bananeira. O calor aperta o passo, a sombra abandona-lhe, mas Adalfredo não sente a careca a transpirar.
Como que há-de sentir? Os olhos roubaram a mente e foram ficar lá, no infinito.
Cansado de ficar distante, a sua vista mergulhou-o na escuridão.
E a mente começou a levá-lo para viajar na boleia dos tempos em que a sua careca ainda curtia na juventude. Lembra da Maria Das Dores, a única mulher que já adorou de verdade, aqueles rapoios de fazer inveja, aquelas tetas ainda verdes que saltavam a corda, bastava Das Dores andar depressa. Lembra do dia do lobolo que ficou com dívida de duas capulanas de chita. Lembra de tudo, desde o dia que viu Das Dores passar pela esquina do Muchina, onde ele vendia dobrada. Mas, Maria Das Dores perdeu-se no tempo. Perdeu-se na noite em que Macuácua, aquele stapor, com braçadeira castanha-amarela e nariz impinado, arrombou a sua porta e indicou-o aos milícias:
- Ele é desempregado!
...


Joaquim

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

100 Anos da Cidade da Beira - Moçambique

Os progressos do desenvolvimento da povoação foram rápidos, particularmente após terem sido criados, em 1891, a segunda (e última) Companhia, com poderes majestáticos, o distrito de Manica e Sofala e, em 1892, a comarca da Beira,de que a vila seria a capital. Passou a ter alfândega, serviço de correios e de fazenda, e em 1893 organizava-se a Associação Comercial, com estatutos próprios. Era ainda uma pequena povoação, constantemente ameaçada pelas investidas do mar.Por tal motivo chegou a pensar-se na mudança das poucas moradias, feitas de madeira e de chapas de zinco, para a margem direita do rio. Porém, os melhoramentos em estacarias e aterros de defesa contra a entrada das águas das marés vivas permitiram aguentar a vila, que continuou a crescer e a progredir. Porta aberta para o desenvolvimento do comércio com o exterior, em relação com a Beira foi construída, pela Beira Railway Company, financeiramente associada com a British South África Company, uma linha férrea de via reduzida (0,607 m) que, em fins de 1893, atingia cerca de 130 km de via assente desde Fontesvila para o interior; em 1897 chegava a Umtali (Rodésia), a 346 km da Beira, e em 1899 a Salisbury.




O crescimento da povoação e da complexidade dos seusproblemas exigiram a presença de um organismo de administração municipal, desempenhada incipientemente por uma «Comissão Sanitária», criada em 15 de Setembro de 1898. Por decreto de 24 de Julho de 1907 a vila era transformada em cidade.
A variedade racial e cultural que caracteriza a Beira reside um dos maiores encantos da cidade, ao qual se junta ainda o movimento do turismo. A Beira, com as suas praias entre a Ponte Gea e o Macuti (fig. 5), representa um foco de atracção intensa.
A cerca de 130 km ficam o Parque Nacional da Gorongoza, rico em animais selvagens e numerosas reservas de caça.